sábado, 22 de outubro de 2011

Traição

Um dos assuntos mais abordados por pessoas que comigo debatem sobre meus textos é a traição. Relato aqui os dilemas e as perguntas que são sempre as mesmas, apesar das situações serem sempre diferentes: O que é traição? Levando em conta as convenções sociais de hoje, podemos trair? Devemos ou não perdoar uma traição? E afinal, qual é a receita básica para identificarmos previamente um(a) traidor(a) em potencial?

Como diria Jack o estripador, vamos por partes.

Segundo o Aurélio, o vocábulo traição é a simples “infidelidade no amor”. Sinceramente? To pouco cagando para esta definição. Para mim, quem define o que é ou não traição somos nós mesmos. Traduzo através das diferenças: para uns, uma pequena olhada ou um sorriso já são traições consideradas, para outros, ver o(a) cônjuge transando apaixonadamente ao vivo com outra pessoa em sua própria cama é tranqüilo e normal. Motivo de prazer até.

Quem definirá isto são os nossos limites, os nossos próprios valores extremamente particulares. Não sou eu portanto, quem direi a ti o que deves considerar chifre ou não. Aprenda a auto-respeitar as tuas próprias definições e a não se importar com o que os outros acham, que serás feliz com certeza. Direto, curto, reto e simples assim.

A resposta para a segunda pergunta está intimamente ligada com a anterior. Podemos ou não trair afinal? Depende. Depende do que tu e a tua parceira consideram como traição. O que interessa nisto é realmente nunca, mas nunca mesmo, trair os sentimentos e a confiança da outra pessoa e, se tens o hábito de seres infiel, tomares como regra o não se importar em ser traído. Regras e pesos iguais na balança sempre. Nada de sorrir satisfeito quando fores infiel e chorar desiludido quando fores traído.

Se não queres ser corno, não corneie. Princípio básico.

Agora a resposta é minha pessoal para a terceira pergunta. Eu particularmente não admito traição, portanto, se sou traído o relacionamento automaticamente não sobrevive para contar história. Não compreendo a revanche como remédio e não interessa o tamanho do vínculo ou do sentimento, não admito a condição e explico o porquê: a traição ao meu entender demonstra o total desrespeito e desconsideração com a vida conjugal e em comum. Para mim, quando duas pessoas se juntam é para justamente juntarem tudo, desde o sexo até as tristezas e alegrias, quando um terceiro entra na jogada, tal situação passa a não existir mais mesmo que momentaneamente. Demonstração clara de que mesmo existindo amor e o caralho a quatro, naquela hora ali o compromisso e o casal na definição clássica deixaram de existir. É fim e ponto final. Um é pouco, dois é bom e três... três é sempre demais para mim.

A desilusão sempre acontece depois de uma traição descoberta, e como o próprio termo diz, a ilusão de um relacionamento perfeito, uma pessoa perfeita, vai embora. Como podemos então identificar previamente quem provável irá nos trair?

É muito mais simples do que se imagina. Basta olhar e analisar bem a família desta pessoa. Se os seus pais, apesar de casados, tiverem um histórico de infidelidades e desrespeitos, já contem o chifre como certo. É batata, de todos os traidores que conheci, 100% deles herdaram esta característica dos seus próprios pais através da criação, e cresceram infelizmente achando inconscientemente que apesar dos arranca-rabos decorrentes, é normal e comum comer ou dar para alguém pela simples oportunidade. Foda-se os escrúpulos e besta é de quem não aproveita.

Cresci tendo como parâmetro o contrário. Meus pais até hoje, após quase meio século juntos, são apaixonadíssimos um pelo outro, e fazem tudo, absolutamente tudo juntos. Ontem, hoje e amanhã será assim. Não há espaço nem de tempo para a infidelidade. Como conseqüência, eu e meus irmãos quando estamos apaixonados somos simplesmente incapazes de trair. A nossa criação nos diz que o relacionamento, o namoro, transcende e ultrapassa a linha do apenas curtir juntos. Como dizem por ai, “a coisa é séria”, séria a ponto do respeito e da vontade de satisfazer e estar satisfeito serem de tão grande valia quanto o amor.

Talvez seja exatamente este o ponto. Se as pessoas se preocupassem mais com a satisfação verdadeira e duradoura, tanto sua como do outro, e se estes agrados fossem mútuos e equiparados, talvez não sobrasse espaço para buscar fora o que não se ganha dentro. Não haveria insatisfação racional e...

... talvez a fidelidade indefectível como a dos meus pais, não fosse tão rara nos dias de hoje...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O romântismo, o platonismo e o facebook

Existem certas coisas que fazem parte de nós desde que nos conhecemos por gente. Independente de onde vieram, se por influência da criação, do contexto ou pura genética, algumas características de personalidade nos são tão naturais quanto a cor dos nossos olhos.

Nunca neguei, sou sim um romântico inveterado. Confesso que na maioria das fases de minha vida, cheguei até a negar possíveis relacionamentos casuais por pura falta do tal romantismo no processo. Digamos que o conhece, bimba e vai embora nunca foi o meu forte. Alvo de criticas por conta desta diferença de gostos (priorizar o coração de uma menina em detrimento da bunda e dos peitos), sempre fui incompreendido por amigos e amigas que tentavam (e ainda tentam) a todo custo me apresentar simples parceiras de cama. Mas como todos sabem, defendo piamente que todo homem tem sim, o direito de dizer não quando ele assim o desejar. A era da obrigação de comer já passou, e se tu ainda dependes disto pra te sentires mais homem, te considere ao mínimo um atrasado.

Amor com sexo, sexo com amor, sexo e amor. Já viveram e por vezes ainda vivem em separado na minha rotina, mas para mim, qualquer um deles funciona muito melhor quando um complementa o outro. E é esta combinação que busco incessantemente fazer.

Óbvio que tive e tenho todas as características masculinas de ser: sinto-me atraído sexualmente por mulheres bonitas assim como todos os outros, inclusive andando na rua, claro. Tudo igual. Mas digamos que o meu romantismo determina inclusive que tipo de mulher eu me atraio sexualmente. Vamos lá, em definição a mais objetiva possível: digamos que sexualmente falando, eu prefira muito mais as princesinhas encantadas como Isis Valverde e Nathalia Dill do que as mulheres fatais como as panicats. Quero e gosto de me relacionar muito mais com as mignonzinhas românticas do que com as boazudas. Nego as segundas para ficar com as primeiras (não quer dizer que as nego sempre...). E mais uma vez sou chamado de louco pela maioria dos homens neste caso. Como pode um macho alfa como eu gostar menos das gostosonas unânimes do universo masculino do que das namoradinhas do Brasil? Como pode um homem saradão gostar mais das que impõem dificuldades sentimentais do que daquelas que querem dar sem qualquer tipo de compromisso e demora?

Questão de prioridades, gostos e valores. Acredite, nem todos os homens são iguais.

Mas quem disse que hoje estou aqui para falar de apenas uma característica minha?

O segundo aspecto que trago a tona é o de ter sido platônico a minha vida inteira. Sempre tive paixões platônicas calcadas na distancia e no voyeurismo escondido e velado. Quando novinho, na minha pré-escola, era apaixonadinho por uma menina de olhos claros e cabelos enroladinhos que ia para aula com chuquinhas enfeitadas pela mãe. Ficava admirando em segredo durante o recreio e sempre procurava estar por perto quando a mesma precisava nem que fosse dum lápis de cor emprestado. Anos e mais anos após, esta mesma figurinha meiga se transformou numa das maiores atrizes pornô que este país já teve (sério!). Fez cenas com mais de 50 atores ao mesmo tempo. Ela nunca soube da minha paixão infantil e claro, nunca mais irá saber, pois a sua figura hoje até pode ser motivo de excitação para a maioria dos homens, mas para mim, não mais.

Hoje em dia tenho meus platonismos, claro, e o mais marcante é virtual. Já que o facebook se transformou numa parte da minha rotina diária, existe dentro deste universo cibernético uma pequena que me encanta os olhos e não sabe.

Respeitando todas as características físicas que me atraem, muito bonita e aparentemente romântica, e sendo também alguém que nem ao menos conheço mas vive aparecendo na minha frente (nas atualizações dos meus contatos), ela consegue unir os dois elementos cernes deste texto. É sim a representação do tipo de mulher que gosto de me envolver e que também talvez nunca vá saber disto...

... mas não por falta de vontade...

Tal texto hoje, escrito num início de madrugada de domingo para segunda, é inspirado e dedicado a ela, a ilustre desconhecida. Saibas que sim, tu és tão linda que chega a doer, e que teus olhos por vezes claros, por vezes escuros, não escondem o quanto és sim, romântica como também sou. Hoje escrevo pra dizer-te que apesar de ser à distância, existe sim alguém que te cuida e te olha inocentemente...

... todos os momentos que adicionas alguém ou mudas o teu status. Hehehe...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A obra do amor


Oh queridos românticos! Como é difícil e árdua a tarefa de carregar tamanho fardo pesado sobre os ombros!

Somente nós, os que suspiram e anseiam por uma boa e especial paixão, compreendemos o quão difícil é ser assim, um defensor dos relacionamentos carinhosos e dos olhos que brilham.

Não é nossa culpa, nascemos com uma benção. Num mundo onde as telenovelas pregam o desapego e a traição em horário nobre, somos apaixonados pela sensação de apaixonar-se. Nos alimentamos com os carinhos sem fim, com o perfume doce da amada no travesseiro, com abraços de orelha fria, com gemidos de cafuné e com o aconchego dos seios. Nos mantemos vivos com a mensagem de texto do antes de dormir, de se sentir prioritário, da saudade que se sente após 30 minutos da despedida, da fala arrastada de criança e das mãos bobas escondidas. Vivemos do beijo longo e do selinho, da contraprestação atendida das nossas atenções, do fogo entre quatro paredes, do quase chorar com a beleza e valor dos momentos de declaração e da janta feita carinhosamente para nos esperar.

Sentimos falta do orgulho do status de não solteiro, da beleza de querer transformar a vida do outro em algo mais especial, dos planos de casamento ao ar livre, do nome dos filhos e do golden retriever. Queremos cada vez mais pipocas e filmes, lareiras e vinhos, lábios mordidos e olhares de desejo. Adoramos os cabelos enrolados da nuca, a pele macia de hidratante, a sensação de peito preenchido e a vontade crescente de estar junto fazendo qualquer pequena coisa.

Nós sentimos falta do que é bom, daquele suspiro profundo buscando ar quando parece que este ar não vem se a pessoa não está por perto. Sentimos falta da proximidade, da intimidade cotidiana e sexual, da atenção e claro, do porto seguro que está ali sendo oferecido de bom grado.

Só nós sabemos, meus queridos, o quanto dói relacionar-se com alguém que não tem a vontade necessária para ser o alguém que nos causa furor, que não nos dê causa para os esforços diários, que não queira sentir o mesmo que sentimos. O quanto dói olhar e não ser olhado, querer e não se querido, tratar e não se tratado, faltar e nunca ser percebido faltado...

... o fogo apaga, o frio chega e se instala, o vento aparece levando todas as vontades e alegrias. As cores e os cheiros da rotina mudam. Instintivamente passamos a buscar soluções.

É em momentos assim que a concorrência aparece, mas não a concorrência do ditado popular, e sim aquela que existe normalmente sem ser notada, e que é composta por dois sentimentos que não deveriam ser antagônicos, mas sim protagonistas de uma mesma história: o amor próprio e o amor por outra pessoa. Se caminharem juntos, perfeito. Se concorrerem entre si como numa queda de braço, a experiência da vida diz que devemos sempre escolher pelo certo, fazer o correto.

Priorizar infinitamente o primeiro.

Com as vontades vencidas retornamos a primeira estaca da vida somada a outra, mas em contrapartida retornamos também a nos preocupar exclusivamente com a construção da nossa própria vida (o que é muito bom)...

... esperando que a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer modo, uma outra obra conjugal se inicie com alguém que também goste de levantar tais paredes...



terça-feira, 28 de junho de 2011

A imagem, o bem estar e a concorrência

Apesar de não conseguir muito por culpa da quase completa falta de tempo, gosto de cuidar da minha aparência. Sendo direto: confesso que sim, meu bem estar está intimamente ligado a este aspecto.

Quando menino sempre fui um rapaz muito magro, franzino e de cabelos fartos. Tenho exatos 1,75 metros, e pesei dos 15 aos 25 anos algo em torno dos 60 kg’s. Não era por falta de alimentação ou esforço que era magrelo, era por genética mesmo, filho de mãe italiana, comia quilos de comida ao dia, milhares de calorias ingeridas e, por mais que me embugasse de tanto carboidrato, meus gambitos, meus bracinhos de palito, minha barriga côncava e minhas costelas aparentes continuavam iguais.

Nesta mesma fase, meus cabelos eram grandes, negros e como disse, fartos. Estudava em escola Adventista e, infelizmente neste caso, regras a mim eram impostas quanto ao cumprimento dos mesmos. Como se este fosse o maior empecilho: mãe italiana, pai também italiano. Ele nunca me deixaria ter cabelos de Rockstar na adolescência. Mesmo assim, a franja era grande, alta e penteada para a direita, no geral eles eram negros, relativamente cumpridos (vulgo cachopa lisa) e brilhosos.

Na época, me recordo de ser complexado principalmente pelo fator magreza. Todos os meninos eram maiores e mais fortes do que eu (pelo menos eu os enxergava assim). A concorrência de outras imagens me fazia formar a minha própria, o que corriqueiramente acontece com adolescentes e jovens adultos. Insegurança corriqueira e compulsória para tal idade, ninguém escapa/escapou, nem Paola de Oliveira, nem Reynaldo Gianecchini. Tenho certeza que até eles sofreram ou até sofrem por alguma insatisfação física. Eu era por todas quase.

Passados alguns anos, hoje as vésperas de completar três décadas de vida, meu corpo e meus cabelos definitivamente mudaram. Estes últimos citados estão aos poucos me abandonando para nunca mais voltar. Gostar não gosto deste aspecto herdado geneticamente, mas encaro com bom humor: sou o primeiro a rir ou fazer piada da minha condição de careca emergente. É defesa, eu sei, mas é o que me resta antes de ter coragem de fazer um implante (de boa qualidade). E sim, eu o farei por mais ridículo que isto possa parecer, até porque sou amplamente defensor das intervenções cirúrgicas voltadas para a estética.

No campo das mudanças físicas, posso dizer que não sou mais magrelo. Troquei os antes 60 kg’s por aproximadamente 85, o que para minha altura me garante um porte atlético e forte. Esta mudança só aconteceu fruto de muita musculação, muito peso levantado, muito suplemento ingerido e principalmente muita disciplina empregada. A tal academia normalmente acontece em um intervalo de pouco mais de uma hora entre o serviço e as aulas noturnas, o que me faz ter uma rotina de louco desvairado no horário vespertino. Só tem uma coisa que não mudo na verdade: to pouco me lixando por minha barriga não ser de tanquinho, isto porque odeio abdominais e adoro a combinação do lúpulo e da cevada.

Muito papo e pouca objetividade: o que na verdade quero contar é que alguns dias atrás, por conta de uma festa familiar, me vi revirando uma caixa inteira de fotos familiares que a muito não mexia, e pasmem: descobri que apesar de magro e sem o corte de cabelo que gostaria de ter... na verdade eu era um rapaz bonito! Gostei-me muito me vendo ali.

Lembram da parte da concorrência que me fazia a imagem própria? Pois é. Mesmo o mais forte dos trogloditas se sentiria um Sadol no concurso de Mister Universo e mesmo o mais cabeludo dos adolescentes se sentiria um autentico Esperidião Amin num grupo de metaleiros.

Quer saber o que realmente aparentas? Cuide dos teus espelhos.

Enxergue o que verdadeiramente és e esqueça o que os outros são. Pergunte a ti mesmo, e a mais ninguém. Lição simples de segunda à noite.

domingo, 10 de abril de 2011

A análise compulsória...

Nunca tive muita vocação para escrever sobre os problemas psíquicos das pessoas. A única vez que fiz isto, minha caixa de e-mail lotou com um número nunca mais alcançado de comentários e críticas. Pena que a maioria delas me condenando pela completa falta de conhecimento do que havia escrito.

Com toda razão.

Não tenho nem prática, nem estudo e muito menos contato com qualquer tipo de psicopata, sociopata, ou qualquer outro tipo de pata que existe por ai, apesar de ter tomado tantas em tais comentários. Não sei identificá-los como defendi há cinco anos atrás, e admito meu erro com a maior naturalidade do mundo. Até hoje as pessoas entram em contato comigo me perguntando como eu os enxergo, e hoje um pouco mais adulto, admito: não faço a mínima idéia. Desculpem-me pelas palavras errôneas do passado e pelas possíveis influências que minha ignorância jovem e inconseqüente deve ter criado.

A idéia deste texto de hoje surgiu da tragédia do Realengo, claro. A palavra psicopata vem sendo explorada e utilizada em larguíssima escala pela mídia e pelas pessoas em geral, mas baseado na experiência supracitada me nego a seguir o fluxo. Só quem pode falar ou explicar tal termo é quem o conhece e, além disto, estou analisando a situação de outra maneira.

Confesso que não tenho pensado no assunto horrorizado com a tamanha atrocidade que o tal rapaz cometeu, mas sim no que o levou a realizar tal ato. E isto sim, é o que me deixa com o resto dos meus cabelos em pé.

Com o tempo treinamos para identificar causas observando apenas as conseqüências. A conseqüência de tudo foram os tiros que mataram mais de uma dezena de pré-adolescentes, e feriram outra mais de dezena. As causas, a meu ver, dizem respeito também a prováveis abusos infantis, sinceramente.

Comecemos pelo inicio, apesar da redundância:

- Ninguém entra em algum local, seja ele qual for, atirando com convicção em jovens inocentes sem ter algumas motivações em especial. Uma destas motivações pode estar ligada ao local em si, neste caso, a escola. O autor dos disparos estudou em tal local em sua infância, freqüentou aqueles corredores e salas diariamente e segundo relatos que li na imprensa sensacionalista internética, sofreu abusos infantis em forma de termos humilhantes e violência física. Sim, estou falando em bullyng. A raiva expressada através dos sessenta e seis tiros disparados em tal local para mim está clara, e me faz pensar o seguinte: se nos preocupamos apenas um pouco com os traços deixados por abusos mútuos praticados por crianças e adolescentes de hoje, a verdade das possíveis conseqüências destes abusos no futuro nos é jogada na face por este acontecimento. Está na hora de nos preocuparmos mais com a educação de nossos filhos, não para que os mesmos não sejam vitimas destes abusos, mas sim para que não sejam os causadores.

- Outro fato que me chamou a atenção foi o perfil das vítimas fatais e não fatais. Quase todas meninas e da mesma idade. Dos adolescentes que vieram a óbito, onze eram meninas e apenas um menino. Ouvi o Bonner dizer que antes de atirar, o assassino ordenava que as vítimas ajoelhassem e indagava: - “Tu és virgem”? Se a menina respondesse que sim, era sumariamente executada com tiros na cabeça, no rosto ou no abdômen. Qual o intuito de eliminar virgens? Seria evitar que as mesmas se tornassem “impuras”? A análise deste ponto vem junto com o próximo.

- Na carta suicida, o jovem atirador externou um exagerado fanatismo religioso, além de uma aversão enorme ao ato sexual. Chegou a expressar vontade de após morto, não ser ao menos tocado por aqueles que praticaram sexo fora do casamento ou adúlteros. Juntando isto ao fato apontado no ponto anterior, concluo sem muita certeza a probabilidade deste jovem ter sido abusado sexualmente na infância e até na adolescência. Estava talvez, em seus pensamentos e conclusões doentias, tentando evitar que estas meninas sofressem do mesmo “mal” que particularmente, o sexo representava.

Por óbvio, senhor leitor ou senhora leitora que gosta de achar pêlo em ovo, que não procuro aqui defender este verdadeiro animal covarde que assustou a todos neste país. Apenas me expresso no sentido de que para cada ação existe uma reação, para cada maldade existe um trauma, e para cada trauma existe uma conseqüência, seja ela expressada em sofrimentos particulares ou... atrocidades loucas desvairadas.

Se nos preocupássemos mais em respeitar o próximo, a sua integridade física e moral, ensinássemos os nossos filhos a fazer o mesmo, talvez muitos destes momentos nem ao menos existiriam. Talvez até grande parte de nossos próprios sofrimentos não existiriam.

Lembrem-se: ninguém nasce maldoso, não existe raça ou linhagem humana que geneticamente transfere a seus descendentes esta característica. Todos nós somos formados e moldados de acordo com o contexto em que estamos inseridos desde o nosso primeiro dia de gestação até o momento de nossa morte. Portanto, acorde! Já admiti que não sei o que é um psicopata, mas não é necessária tanta inteligência assim para sabermos como um é formado. Pare de traumatizar outras pessoas, pare de ensinar seus filhos a fazerem isto, pare de aceitar que mazelas da vida em sociedade são comuns, normais e até corriqueiras...

... pois se isto não mudar, um belo dia o que aconteceu ontem será tão corriqueiro quanto...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A síndrome do príncipe encantado

Durante minha juventude, sempre fui considerado “o amigão” das meninas. Sempre fui o atencioso, o querido, o compreensivo, o carinhoso... e apesar do que se diz por ai sobre o “campo da amizade”, isto nunca me atrapalhou em minha vida amorosa.
Pensando bem... sempre tive muito sucesso na qualidade das mulheres que me envolvi, muitas delas sendo minhas amigas antes, durante e após o envolvimento. Digamos que consegui a quase perfeição entre a quantidade e a qualidade, o chamado “meio-termo justo”. Não me envolvi com tantas assim, pois não sou caçador, mas as que me envolvi me garantiram muitos momentos de felicidade.
Durante as inúmeras “conversas femininas” as quais eu homem hétero estive presente de gaiato, sempre escutei de minhas amigas a expressão “síndrome de Cinderela” como sendo algo intimamente e exclusivamente ligado ao gênero feminino. Tal expressão, segundo as mesmas, diz respeito ao fato da maioria esmagadora das mulheres ter o objetivo de vida, ou melhor, a meta de se casar um dia, de constituir uma família perfeita, morar no local perfeito, ter um casal de filhos e de labradores... facilmente se conclui que é definitivamente uma das vitórias femininas. Seria a vontade de se viver um conto de fadas, de se encontrar o príncipe encantado montado no cavalo branco de crinas douradas... e que este as resgate dos monstros da vida que tanto lhes trazem infelicidades.
Ainda de acordo com elas, o primeiro sintoma desta síndrome é o fato de logo de início, quando conhecem alguém, enxergar este alguém esperando no altar enquanto se é conduzida até ele pelo pai ao som da marcha nupcial. Serve como exemplo, mas sempre é algo relativo à cerimônia de casamento ou a vida de casada.
Pois bem meninas, venho através deste lhes avisar que sim, nós homens, apesar de termos menos casos comprovados, ou admitidos, também sofremos da versão masculina da tal síndrome, a qual eu denomino de “síndrome do príncipe encantado”. Muitos de nós também, ao conhecer alguém, não demoramos muito (quase nada...) para imaginarmos se esta pessoa ficaria bem de véu e grinalda adentrando as grandes portas de uma igreja, sendo conduzida em nossa direção.
Declaro solenemente que sofro deste mal desde menino, idealizando em 100% dos casos a esposa perfeita e a mãe de meus filhos.
Mas porque “sofro deste mal”? Ou melhor, porque designar tal característica como um problema? Porque infelizmente hoje em dia românticos têm facilmente a sua importância derrotada por um motivo fútil qualquer. Os sonhadores, que teimam em sonhar e planejar uma vida romântica e perfeita ao lado de alguém (e eu me incluo nisto), muitas vezes se vêem deixados de lado por este alguém, tendo derrepente de esquecer à força sonhos e planos... engolindo goela abaixo o fato de ter de dar a partida e iniciar tudo de novo...

Não quero transformar este texto em uma simples reclamação do quanto o mundo é cruel e do quanto a vida nos prega peças e chacotas amorosas...

...quero apenas deixar claro para vocês mulheres, aproveitando esta pequena recaída romântica e carente que estou tendo no momento, que existem muitos homens como eu que sonham com a mulher maravilha, com a tampa da panela, com a metade da laranja, com o pé torto para o nosso chinelo velho... enfim, sonham com a bela adormecida, com a Cinderela perdida e descalça esperando pelo sapato de cristal que há tempos carregamos junto para ver se serve em alguém...

E enquanto não encontramos... continuamos eternamente no campo do conto de fadas... querendo ser o príncipe encantado, mas se sentindo o Shrek isolado no meio do pântano...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Saiba da realidade... e mude realmente.

“Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos muda-lá”.
Bertold Brecht

Hoje peguei vários esboços de textos meus manuscritos com o objetivo de escrever mais um artigo. Mas confesso: tudo o que consegui achar foi esta frase, que foi retirada de um folheto recebido na faculdade. Ela é de autoria de um dramaturgo alemão que morreu a mais de meio século, e que claro, eu apenas havia ouvido falar do nome.
Não que não houvesse qualidade no que eu havia escrito, claro que havia. Mas perto do impacto que tive quando li esta pequena sentença, e também do significado que a mesma teve para mim neste exato momento que vivo, nada mais me pareceu merecedor de atenção.

Fiz menção há pouco tempo sobre o quão assustador é conflitar-se. O quanto se treme as pernas quando resolvemos adentrar a própria mente para analisá-la. Uma pequena amostra é o sentimento desagradável que temos quando a verdade nua e crua sobre nós mesmos nos visita via palavra de mãe. Realmente, a tarefa não é das mais fáceis não, mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana... sempre.
Em igual proporção a sua dificuldade está a sua necessidade e importância. Conhecer-se é o primeiro passo para a real felicidade, e acredite, falo com a propriedade de quem busca se conhecer mais a cada momento... e nunca se conheceu realmente.

Defendo aqui hoje o fato de não conhecermos o nosso real inimigo. As pessoas não sabem contra quem lutar. Atiram a esmo e nunca acertam no alvo que interessa, que resolveria, que acabaria com a guerra. As pessoas não sabem ao menos realmente quem são e o que são. Não sabem como pensam, como reagem. Elas não têm a mínima previsão de seus sentimentos e reações. E acredite, por mais que não concordes, falo aqui sobre todos. Inclusive eu.

O que detona, detona de dentro. Ninguém é culpado, nós somos. As razões de todas as infelicidades passam por alguma crença particular nossa. E disso podes ter certeza. Colhemos o que plantamos, e vice versa. Conheça-se, e saia do circulo vicioso. Autoconhecimento leva ao autocontrole, racionalidade leva a estabilidade. Não que as pessoas não sejam racionais, elas são, mas a maioria de nós pratica muito mais a emoção do que a razão. Conhecer-se e racionalizar-se, este é o segredo.

O que és, como és, como reages e o que te satisfaz. Conceitue com profundidade. Não há problema se não conseguires, ou se conseguires apenas superficialmente, mas por favor, sejas particular nas respostas e, principalmente, nada de considerar o que os outros já te disseram sobre ti mesmo.
Enxergue a realidade, e não apele para o caminho mais confortável: colocar a culpa nos outros ou pior, nos teus pais. Olhe para dentro, cavoque. Enxergue o real, o seu real, a sua versão real.

Todos querem a felicidade. Todos querem amar e ser amados. Todos querem sucesso profissional, independência, respeito e admiração, entre tantas outras coisas. Se não tens o que desejas apesar dos infindáveis esforços, hora de mudar. Não os outros, mas a ti mesmo. Aponte a arma para o que deve ser eliminado, mas aponte para os teus próprios alvos internos, que garanto que tudo se resolverá.

Conheças a realidade para mudá-la. Sejas humilde e admita que por mais segurança que tenhas, os concertos todos tem de iniciar de dentro, de si mesmo. Tens defeitos sim, tu causas a maioria das tuas infelicidades sim. Ou pelo menos contribui para que as mesmas aconteçam. E pior...

... a maioria das vezes de propósito e inconscientemente...

...inconscientemente pela falta de consciência de si próprio... claro. Até porque se a mesma consciência existisse... a maioria destes problemas nem ao menos aconteceriam...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A espinha no lábio

Ela estava com uma espinha no lábio.

Há tempos meu olhar a acompanha quando ela passa. Beleza natural, cabelos morenos, olhos desenhados e marcantes, seu sorriso é de dentes brancos e alinhados, inseridos numa boca grande normalmente em tons discretos.
E ela tinha uma espinha no lábio.

A nossa ultima aula se iniciou com uma apresentação de trabalho dela. Ótimo. Pude olhar a vontade sem que ela percebesse que enquanto falava, eu analisava o quanto é bonita...
E ela tinha uma espinha no lábio.

Veste-se discretamente. E realmente, não precisa deixar de ser discreta para chamar atenção. Para ME chamar atenção. Enquanto fala, para em pé, cruza as pernas e os braços, encaixa o quadril e curva o tronco para trás, numa posição em que talvez espere outros braços lhe envolvendo os ombros, acompanhados de um leve cheiro no pescoço durante um longo abraço por trás. Por óbvio: se imaginei tal situação, é porque desejei tal situação.
E ela tinha uma espinha no lábio.

Estes dias a vi chorar. Lacrimejava tornando suas bochechas um pouco maiores e ressaltando a cor de seus olhos. Linda. Confesso: não me senti triste por vê-la chorando, me senti triste por vê-la chorar e não poder oferecer-lhe o aconchego de meu peito para que ela pudesse abafar o ouvido. Senti-me triste por não poder lhe demonstrar o quanto poderia protegê-la em meio aos meus braços. Senti-me triste por não poder oferecer-lhe o colo, a mão, um cafuné demorado, um afago quente no rosto e um sorriso.
Já tem quem faça isto. Que saco.
Mas ela tinha uma espinha no lábio.

É meiga, dá para notar. Encanta pela leve timidez e pela maneira sutil que deixa transparecer que precisa de carinho e proteção. Parece-me gostar de gentilezas masculinas verdadeiras, de sinceridades, de confianças mútuas e de fazer planos. Provável goste de programas a dois, de rir, de uma boa janta e de proximidades ao conversar. Espera talvez alguém que acredite nela, tanto rotineiramente quanto no seu potencial.
Dei uma de vidente agora. Baseado apenas no que aparenta. Sem esquecer a tal espinha.

Falando em encantar, é uma mulher que não tem noção do quanto encanta. Não sabe de verdade. Talvez sua modéstia não deixe. Tem um nome comum, um tipo comum, se veste de maneira comum. Estuda um curso comum, tem um emprego comum, mora em uma cidade comum e fala com um tom de voz comum. Enxerga-se tão comum. Mas o seu brilho nem de perto é comum. Num mundo onde todas tentam cada vez mais se montar e parecerem iguais, e o que é natural, comum e simples é tão raro, ela se destaca, e tem seu papel de destaque na minha semana. É comum, e é única. E gostaria de ser única, sem saber que já é.

O porquê da espinha?
Porque a menina estava lá, sentada ao meu lado, aliviada pela evidência bem sucedida frente aos colegas de aula, sorrindo levemente e cheirando maravilhosamente bem. A espinha existia claro, mas era apenas mais um micro detalhe daquela mulher que este mega-detalhista que vos escreve notou. Serve apenas para que fique claro o quanto a observo, o quanto a memorizo, o quanto a imagino.
Gostaria de conhecê-la melhor.
Pena que tem quem a comprometa. E sou moço certo.

Que saco novamente...

sábado, 23 de outubro de 2010

Minhas mulheres...

Eu já me apaixonei por loiras, por morenas, por ruivas e castanhas.
Por aquelas que tinham cabelos curtos, médios, longos, encaracolados, lisos, chapados ou crespos. Apliques grandes, tinturas mil ou apenas... naturais.
Já me apaixonei também por aquelas que tinham perfeitos sorrisos, gengivas grandes, dentes levemente tortos e também as que usavam aparelhos com borrachinhas coloridas.
Caí de amores por olhos claros, verdes ou azuis, por olhares escuros, castanhos ou pretos, e por aqueles raríssimos casos que conseguem mesclar as duas modalidades: hora castanhos, hora verdes.
Já me apaixonei por magérrimas, por modelos, por vencedoras de concursos de beleza, por gostosonas, por lindas, por bonitinhas, por redondinhas e até... por algumas feiosinhas mesmo. Eram altas ancudas, baixinhas magrinhas, siliconadas, corpos de violão, cinturinhas de pilão.
Algumas tinham corpos de bailarina, coxas grossas e duras, outras, eram verdadeiramente amantes dos carboidratos e dos refrigerantes. Algumas amavam uma atividade física, outras, gostavam mesmo era de beber chope. Algumas eram bonitonas não tão chegadas na higiene, outras, eram apenas bonitinhas, mas vaidosas ao extremo.
Já me apaixonei por jovenzinhas, por brotos, por adolescentes, jovens mulheres, mulheres jovens, adultas formadas e adultas que pensavam que eram adultas, mas que apesar da idade não poderiam ser consideradas nem ao menos mulheres...

Já me perdi em meio à poeira por bem resolvidas, por mal tratadas, por inexperientes, por traumatizadas e também por aquelas que mal sabiam o que eram. Apaixonei-me por religiosas, por adventistas, por umbandistas, por evangélicas, católicas ou atéias. Por puras e castas, por meninas em franco descobrimento sexual, por mulheres em franco descobrimento sexual, e por aquelas que por puro pudor, se negavam a se descobrir sexualmente. Algumas foram muito experientes, outras, apenas normais. Algumas delas prometeram muito, falaram muito, e cumpriram pouco...
... das que não foram nada neste sentido, eu realmente gostaria que tivessem sido. E daquelas que me apaixonei, mas nada aconteceu... eu também gostaria que tivessem acontecido.

Já me apaixonei por mulheres calmas, pacíficas, choronas e emotivas. Também duronas, bravas, ciumentas e um tanto quanto descontroladas. Por indecisas, por convencidas, por briguentas e por obtusas também. Algumas me cobravam, outras se cobravam demais, outras não gostavam de ser cobradas.

Algumas eu não sei mais onde estão, outras nunca mais falei. Poucas estão ainda inseridas no meu convívio, e uma... bom... esta uma eu continuo me comunicando... e sei que de onde ela está, ela me escuta.

Roqueiras, pagodeiras, “sertanejas” e forrozeiras. Bailarinas formadas e fandangueiras do Cardosão. Algumas gostavam de ir a Missa, outras gostavam de ir na Rave. Umas gostavam de mim, outras me amavam, pena que algumas outras... algumas outras apenas diziam que amavam... sem amar.

Estas me enganaram.
Mas tudo bem. Não posso reclamar. A vida me serviu muito bem nestas experiências todas, e por isto sou um homem muito feliz. Se não fosse para viver... para que serviria vir a este mundo...

Deixo apenas mais a seguinte pergunta/suspense:

Por quantas mulheres eu me apaixonei? – ou melhor:

Quantas facetas diferentes uma mesma mulher pode ter?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aos 30...

Colocar no papel as palavras soltas que me aparecem voando na mente me faz falta, confesso. Mas que desculpa mais posso dar?

Me falta tempo? Me falta cabeça? Não tenho mais inspiração? O que estou vivendo atualmente, realmente vale a pena escrever?

A resposta é sim. Para todas as perguntas.

Este blog foi criado há quatro anos atrás para primeiramente retratar as crises, os problemas, as felicidades e a vida de um jovem adulto de vinte e cinco anos de idade. Pois é. Hoje já não tenho mais vinte e cinco... tenho trinta. E como este intervalo de alguns anos muda a cabeça da gente. Já não me considero mais um jovem adulto, mas sim um adulto real, e que sendo sincero, tem dificuldades para lidar com as responsabilidades que a vida impõe neste momento. Clichê demais.

Mas e quem não as tem...? E mais: Quem nos proibiu de sofrer com estas dificuldades...?

“Bem vindo a vida adulta”. – me disse alguém que, ao escutar minhas reclamações e sofrimentos, soube resumir apenas nesta frase tudo o que havia para se dizer em um determinado momento de um passado recente.

Não há escapatória. Nós não temos para onde fugir. Tudo bem que de vez em quando dá vontade de correr e se jogar no colo da mãe... (mas e quem disse também que nós não podemos sentir esta vontade?). O que devemos perceber é que há muito não somos mais crianças, não somos mais adolescentes e, infelizmente aos poucos e gradualmente, estamos deixando de ser jovens...

A vida adulta é esta que está ai. É esta que pinta na nossa frente com cara de Shrek, mas que se formos analisar e enfrentar, é apenas um monstro dócil e gentil, que nos devolve apenas aquilo que oferecemos, e principalmente, queremos.

Por isto, peço: Cuidado com o querer, com o que se quer, principalmente para si. Procure saber o real, o que está por trás de tudo. Procure conhecer. Procure SE conhecer. Muitas vezes as razões (verdadeiras) do que nos acontece estão tão escondidas que sem um necessário aprofundamento no local mais temido que existe (nossa própria cabeça...), nós nunca vamos desencravá-las. E se não abrir para operar, não vai ter como melhorar só com remedinho. Acredite.

E tenham certeza:

Aquele papinho de que temos poder nas mãos sobre tudo o que vivemos ou queremos viver... é a mais pura verdade. Digo mais: é tudo nossa culpa. Tudo o que vivemos é nossa culpa. Tudo o que sofremos é de nossa única e exclusiva culpa. Paremos de nos vitimizar.

Dói, eu sei.

Mas quanto mais cedo tomarmos consciência disto, melhor...